segunda-feira, 20 de outubro de 2008
sábado, 18 de outubro de 2008
A Lei da Graça aos homens
Eis a Lei da Graça para os Humanos:
1º - Ama a Deus com a plenitude de teu ser.
2º - Ama o teu próximo como a ti mesmo.
3º - Ama teu próximo fazendo a ele tudo aquilo que tu mesmo queres que os outros façam a ti.
4º - Jamais faças ao teu próximo aquilo que tu mesmo não queres que seja feito a ti.
5º - Sê justo com a Justiça que faz o bem e que é capaz de perdoar o erro.
6º - Sê misericordioso conforme a misericórdia que tu queres receber de Deus e dos homens.
7º - Sê grato em todas as coisas de acordo com a consciência que tens de que nada te é devido, posto que tudo que és e tens te foi dado.
8º - Sê cheio da fé que opera pelo amor e que realiza o fruto da justiça, que é paz e alegria no Espírito Santo.
9º - Perdoa sempre, e sempre serás perdoado, posto que assim confirmas com atos a fé que tens de fato acerca de que tudo Está Consumado, pois quem perdoa, também está confessando que crê na Cruz.
10º - Segue o verdadeiro amor e não te preocupes com o pecado.Esta é a Lei da Graça conforme o ensino do Evangelho.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
POR QUE JESUS MANDOU PREGAR?
Primeiro devo começar com o que não é objetivo do anuncio do Evangelho, mas que entre a multidão dos discípulos equivocados, é aclamado como sendo parte do objetivo do Evangelho.
Não é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado a fim de fazer as pessoas mudarem de religião.
Nem tampouco para que as pessoas passem a freqüentar um templo, nem para cantarem hinos para Jesus entre chineses ou hindus, esquimós ou índios nus, como dizia o “corinho” da Escola Dominical.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que o Cristianismo se expanda na Terra. Deus não é cristão, contrariamente ao que alguns dizem: “O Deus cristão é...” assim ou assado...
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para despovoar o inferno e povoar o céu, como se tudo dependesse da iniciativa do “cristianismo” para a salvação humana.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que os crentes sejam “glorificados” na Terra.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para batizar pessoas usando muita ou pouca água.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para que se discuta com os novos convertidos o resto da vida acerca de quem joio e quem é trigo.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para criarmos impérios de comunicação cristãos.
Nem ainda é objetivo de Jesus que o Evangelho seja anunciado para qualquer coisa que não seja a encarnação do bem do Evangelho no coração das pessoas.
O Evangelho é a noticia de Deus aos homens, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo todo.
Jesus não ergueu nada fora do coração humano, correndo todos os riscos de tal “confiança” na natureza humana, pois, de fato, fora do coração não cabe nada que seja essencialmente reino de Deus.
Qualquer bem do Evangelho será sempre vida. E vida como o ensino e conforme a prática de Jesus, no espírito de tudo o que Ele viveu e, assim, ensinou.
O Evangelho, portanto, antes de tudo é Reconciliação.
Sim! É Reconciliação do homem com Deus, consigo mesmo e com o próximo, mesmo que o próximo seja inimigo, pois, assim como Deus se reconciliou conosco sendo nós inimigos de Deus no entendimento e nas praticas de obras perversas e alienadas, ainda assim Ele nos amou e nos ama, e, unilateralmente se reconciliou conosco.
É Reconciliação com Deus porque Deus a fez e feita está. Assim, não há o que discutir, mas apenas dizer “quero” ou “não quero”.
É Reconciliação do homem consigo mesmo porque Deus o perdoou. Portanto, perdoado está todo homem que creia que está perdoado; e assim viva como quem crê que está perdoado, perdoando outros, como Deus em Cristo o perdoou.
É Reconciliação do homem com seu próximo, pois, quem foi perdoado de tudo, perdoa tudo e segue em amor.
Portanto, é apenas Reconciliação que o Evangelho carrega como objetivo.
Por causa disso, o Evangelho é também Reconciliação do homem com o todo da criação de Deus, pois, se o que existe é de Deus, e nós dizemos que Dele somos, o natural é amar a tudo o que Ele criou, e proteger cada coisa para ter sua própria existência.
Se a pregação gera isto como vida, então é o Evangelho que se está pregando. Mas se não gera, ou é porque quem ouve não quer ou não entende; ou, então, é porque não é o Evangelho que está sendo pregado.
O Evangelho ensina tudo, menos uma religião. Aliás, desde que João disse que na Nova Jerusalém não há santuário que ficamos sabendo que o Evangelho é ateu de religião.
É simples assim.
O Evangelho é o bem das ovelhas de Jesus em todos os outros apriscos.
Ora, o Evangelho pode ser o bem de Jesus até para cristãos, quanto mais para todos os homens.
É ou não é?
Caio
01 de outubro de 08
Lago Norte
Brasília
DF
domingo, 28 de setembro de 2008
Decálogo Voto Ético
I – O voto é intransferível e inegociável. Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o cristão tem de seu País. Estado e Município;
II – O cristão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um líder da igreja tente conduzir o voto da comunidade numa outra direção;
III – Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e com discernimento. No entanto, devem evitar transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário;
IV – Os líderes evangélicos devem ser lúcidos e democráticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar, é organizar debates multipartidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, os vários representantes de correntes políticas possam ser ouvidos sem preconceitos;
V – A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil, deve levar os pastores a não tentarem conduzir processos político-partidários dentro da igreja, sob pena de que, em assim fazendo, eles dividam a comunidade em diversos partidos;
VI – Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos, são pessoas lúcidas e comprometidas com as causas de justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato evangélico queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses que passam também pela dimensão política. Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político evangélico tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um “despachante” de Igrejas;
VII – Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor cristão não deve jamais aceitar a desculpa de que um político evangélico votou de determinada maneira, apenas porque obteve a promessa de que, em fazendo assim, ele conseguirá alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades ou outros “trocos”, ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesses, não se pode, entretanto, admitir que tais “acertos” impliquem na prostituição da consciência de um cristão, mesmo que a “recompensa seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica. Afinal, Jesus não aceitou ganhar os “reinos deste mundo” por quaisquer meios. Ele preferiu o caminho da cruz;
VIII – Os eleitores evangélicos devem votar baseados em programas de governo, e não apenas em função de “boatos” do tipo: “O candidato tal é ateu”; ou: “O fulano vai fechar as igrejas”. Ou o sicrano não vai dar nada aos evangélicos”; ou ainda: “O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos”. É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja, o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção
de um candidato com o qual estejam comprometidos;
IX – Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo: “o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto”, é de bom alvitre que, ainda assim, se dê um “voto de confiança” a esse irmãos na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo. A fé deve ser prioritária às simpatias ideológico-partidárias.
X – Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ele ensina sobre a Palavra e Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina”.
Este Decálogo foi escrito basicamente por mim, quando presidia a AEVB, e teve algumas pequenas inserções de outros amigos no texto, o qual foi amplamente divulgado em 1994, quando das eleições.
Continua válido!
Caio
24 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
As reuniões do Caminho são... para todos?
To: Marcelo Sent: Tuesday, March 21, 2006 2:14 PM
Subject: duvidas
Caro companheiro,
Estamos com algumas dúvidas com relação ao início do Caminho por aqui, pois tem muita gente fazendo contato para participar das reuniões. Queremos saber como trataremos destas questões? Como foi o surgimento do Caminho da Graça aí em Santos? Vocês abriram as reuniões PARA TODOS? Como foi? Sobre o que tratavam nas reuniões iniciais?
Abraços.
Belo Horizonte - MG
*******
Olá, meu amigo,
Que bom que as pessoas estão fazendo contato. Você verá que as próprias pedras clamarão!
Quanto às dúvidas que você levantou, quero te dizer o seguinte, sendo bem objetivo: Seja o mais simples e espontâneo possível. Tudo informal, tudo para todos. Tudo acerca do Evangelho e não de mais uma metodologia de aplicação eclesiástica. Não fique pregando acerca do modus faciendi da coisa toda.
Pregue o Evangelho de Jesus Cristo, e Este crucificado - Escandâlo até para os cristãos!
As pessoas já estão cansadas de ouvir acerca de novas fórmulas, métodos, visões, visões, visões... Argh! me dá até naúseas!
Portanto, se você não fizer reunião administrativa, todos e qualquer um poderão participar. Reuniões de organização civil ou de ordem estatutária (que com o tempo, serão necessárias) são para um grupo selecionados de irmãos envolvidos profundamente na história toda de abrir uma Estação, mas não necessariamente seus "pioneiros".
Mas, reuniões públicas são públicas! Podem vir não-crentes, crentes, tradicionais, pentecostais, pastores, presbíteros, diáconos, bispos, apóstolos, cardeais... Basta ser gente!
E no Caminho vai ser tratado como gente. Ninguém é a rainha Elizabeth no Caminho da Graça!
Não tem rico, nem pobre, nem culto, nem bronco, nem homem e nem mulher... Cristo é tudo em todos!
Aqui em Santos, nós começamos nas casas (CAMINHO COM-VIVÊNCIA) e simultaneamente, alugamos um auditório todo domingo, no qual fazemos uma Reunião (alguma música, pregação do Evangelho, testemunho, contribuição; e uma vez por mês, nós ceiamos com alegria e singeleza).
Não é exatamente o modo que é novo, e sim o espírito!
Nas primeiras reuniões, eu explicava que o Caminho não é uma igreja - no sentido da cultura evangélica - e nem pretende ser. É um movimento de consciência e conversão a Graça de Deus em Cristo (e nesse aspecto, temos visto a ação do Espírito nos corações e mentes).
Avisei, então, que todos poderiam vir e ninguém precisava sair de suas comunidades religiosas originais. Lógico que a maioria, assim que passa a frequentar o Caminho e ver que existe MESMO uma diferença - que não é propriamente de formato dependendo da experiência litúrgica de quem chega; mas que é de mensagem e de relacionamento - começa, então, também a frequentar mais assiduamente, porque lhes faz bem!
Depois que se conhece a abundância de Vida em Cristo, a maioria simplesmente não quer parar o processo de aprendizado e fortalecimento da fé.
É lógico também que, dependendo do circuito evangélico que a pessoa está ligada, os "porteiros da igreja" não vão deixar barato, e os que freqüentam o Caminho, serão chamados por sua liderança, e terão que se arrepender de ter feito isso... ("a vontade de Deus não sei o quê, a vontade de Deus não sei o que lá..."). Se o membro insistir, será convocado a escolher onde quer ficar. Com muita sorte, saíra "abençoado", se for o caso!
E quanto a nós? Como tratamos essas questões?
Ora, eu não fico perguntando quem é e quem não é; quem está e quem não está! Deixo vir e ir, conforme cada um.
Vem gente que quer conhecer e saber do que se trata, vem gente aflita, vem gente pelo site, vem gente que gosta de Jesus, mas está cansada da igreja que condena, que julga, que manda para o inferno, que patrulha. Vem gente enviada para xeretar e dar relatório lá na igreja (espiões), vem gente desconfiada, vem gente que sempre vem, mas nunca diz para que veio - E eu não digo nada! Não sou investigador. Vinde! Todos vós!
É uma Estação - não é um clube, não é uma maçonaria evangélica, não é um Rotary da Graça. Ninguém é membro e todos são, se forem membros do Corpo de Cristo! Pode vir, entrar, sair e encontrar pastagens. Entendeu?
Penso que para liderar o Caminho ninguém pode ter espírito de xerife. Se o teu chamado é pastoral... Você é pastor, não delegado! E a Estação se chama Estação porque é uma Estação, e não uma Presídio de Segurança Máxima, com o caso da maioria das instituições evangélicas de "regime fechado" (voltadas para dentro).
"Estação" não é um termo bíblico e nem vai virar, mas aloja como ilustração a realidade da EKKLESIA no contexto neo-testamentário, que é a Assembléia dos Chamados PARA FORA!
Mas quando digo que a "igreja" é um presídio, não duvidem. Isso fica evidente justamente quando o cidadão resolve sair de lá. Então, se dá falta dele na frequência, é lembrado pela liderança, e caçado, perseguido e mal falado no caso de ter encontrado melhor pastagem! Mas, isso só em 99,99% dos casos. E quem ficar bravo com essa constatação é porque é cego ou dono da carapuça!
O mentor de uma Estação não pode andar desconfiado das intenções alheias, não pode pedir investigações neuróticas. Não pode ficar em suspeição com a traição "denominacional" de alguém. Isso é maluquice mafiosa e não procede do Evangelho, todavia compõe aquela parte da lista de obras da carne de Gálatas 5, para a qual a "igreja" não dá a mínima.
Portanto, deixa isso para o pessoal que gosta de fazer isso. Tem um pessoal que tem tara de conquistar o membro da igreja alheia: "Consegui, háhá! Tirei o cara da igreja daquele meu colega que é metido só porque tem a maior igreja da cidade! háhá! Eu invejo, mas conquisto! Aleluia!" Aí o bobão inseguro pensa que virou mais homem em cima do outro. Até se acha, por alguns segundos, mais espiritual, mais poderoso, mais pastor. Tudo coisa de criança, que sempre quer o brinquedo que está na mão do coleguinha."
Entendeu como os caras pensam? É triste mas é assim.
E o que me desaponta profundamente é que eles perderam a capacidade de se arrepender dessas manias. Podem até pregar diferente, mas na hora do "vamos ver" é assim que é, sempre! Mas, vocês... Vocês estão fora do circo!
"Tu, porém, cuida de ti mesmo e da sã doutrina".
E deixa essas tolices para quem virou pastor só para matar a vontade de ser dono do outro, dono da Obra, dono da Vinha, dono das almas.
E qual é o compromisso que se tem com o Caminho da Graça? O compromisso pessoal com a Estação tem a ver com a consciência voluntária de manutenção e suprimento das necessidades coletivas do trabalho. O que não for espontâneo, alegre e fruto de gratidão e amor não interessa para Deus e nem interessa para o Caminho.
Portanto, apele às consciências, conclame à generosidade, exponha as necessidades, peça ajuda sincera; só não faça terrorismos, não trate ninguém como criança, não faça "ameças bíblicas", não chame a tesouraria de "casa do tesouro", porque vocês não são o Estado de Israel e nem o dízimo é um imposto nacional de tributação obrigatória, como no templo de Jerusalém e na igreja evangélica, que diz que namora com Jesus, mas vai todo dia para cama com Moíses, em flagrante adultério contra o Noivo e a Nova Aliança!
Que todos aprendam a dar ofertas e dízimos, mas como Abraão diante de Melquisedeque - cheio de gratidão e reverência e sem barganhas a fazer!
Diferente do meu costume, estou publicando essa e outras cartas no site para, através delas, tirar dúvidas de um monte de outros irmãos, segundo os emails que recebo.
Um abraço a todos os irmãos de BH, que inauguram a Estação nessa semana!
Na mesma Graça,
Marcelo
marceloquintela@caiofabio.com
No chão da Graça é assim
Louvo a Deus por não ter mais essa consciência que de ciência nada tem. Pisar o chão é bom demais! Quem já experimentou uma turbulência aérea sabe bem do que estou falando. E quando o comandante avisa que não há previsão de pouso e que o combustível que resta só serve para alguns minutos, o desespero toma conta.
Na vida, viver turbulências, por incrível que pareça é ainda pior. Quem me conhece bem de perto, sabe das que vivi ultimamente. E se os pés não estiverem no chão, a gente sai por aí saltando de arranha-céus acreditando ser o super-homem, ou para ser mais próximo do momento, o próprio Spider-Man.
Só que nós não somos super-heróis. Somos gente e suficientemente gente. Sou fascinado por orações como a de Pedro: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador (Lc 5.8). Quando vemos a turbulência perdendo força e a Graça de Deus prevalecendo, dá vontade de pedir para Deus se retirar, pois sabemos o quanto somos indignos dEle.
Só aí percebemos o quanto merecemos a condenação, o castigo, o isolamento, a morte e o inferno.Quando vemos Deus nos agraciando com seu amor e cuidado, sendo nós quem somos. De qualquer maneira, é no chão da vida que as coisas acontecem,sejam boas, sejam ruins. Não é nos templos, não é nos montes, não é nos encontros religiosamente evangélicos, não é nos shows de música gospel nem na marcha para "Jesus". Que Jesus, Senhor? Que Jesus receberia tantos sacrifícios presunçosos como forma de louvor?
As coisas acontecem no chão da vida, mas a alma é tranqüilizada quando percebemos que o chão da vida se tornou chão da Graça. É quando a caminhada, por mais espinhosa que pareça, não tenha que ser recheada com supersticiosos "ta amarrado", nem com ingênuos "eu repreendo", muito menos com blasfemos "tomo posse do melhor dessa terra". Não, amados!Quem está no chão da Graça, sente a graça de ser acompanhado lado a lado por Jesus no chão da vida.
Quem está no chão da Graça, não se torna franciscano na aparência ou no discurso, apenas. Quem está no chão da Graça, ama até o pior e mais charlatão pastor evangélico que possa existir, não o ofendendo - como já fiz muito -, mas apenas orando por Ele. Apenas, orando! Quem está no chão da Graça, não reduz a sua vida com Cristo numa comunhão estática sacralizando o espaço do templo ou o dia de domingo. Mas quem está no chão da Graça, se não sequer suporta a idéia de templo, não pisa nele também, quando convidado. Quem está no chão da Graça? Às vezes penso que ninguém! Ou às vezes imagino que somente os maltrapilhos estão, dos quais me compadeço com as palavras, mas não compartilho com eles o muito ou pouco daquilo que tenho. Dou não o que sobra, mas parte do que sobra! Que amor é este que tanto prego? Só falar é fácil, ainda mais quando o cifrão chega brilharem meus olhos. E há também momentos em que penso que todos estão no chão da Graça, porque não é possível!
Até os pregadores da Graça têm me preocupado nos últimos dias, Jesus. Os da espiritualidade, os do ecumenismo, os progressistas, os comunistas cristãos, os da caminhada.Que caminhada? Graças a Deus que o Caminho é Cristo, apenas! Graças a Deus! Graças a Deus que é Ele o Caminho da Graça, em quem e com quem há chão da Graça, em meio ao chão da vida. Caso contrário, nem a igreja clandestina e subversiva escaparia.
Dou graças a Deus, pois no chão da Graça, as coisas são assim. Deus coloca pessoas "sem importância alguma para a maioria" para abençoar nossas almas. Gente como a gente. Gente que sorri; que recepciona; que chora junto; que diz o que tem de ser dito; que não faz aquela cara hipócrita de insatisfação na hora da piada, mas com uma vontade enorme por dentro dedar risada; gente que se for preciso não segura o palavrão, mas o pronuncia sabendo que não pronunciá-lo será ainda mais pecaminoso;gente que é gente.
No chão da Graça é assim. A consciência e as intenções limpas são o que prevalece. A Graça não se torna rótulo, mas realidade de vida de quem vive sorrindo ou chorando no chão da vida. É onde realmente há amor e simplicidade, desprendimento da matéria,riqueza na comunhão despretensiosa, liberdade em Cristo e compaixão pelo pobre.
na Graça,
Jefferson Ramalho
http://jeffersonramalho.blogspot.com/
sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Clara é uma bebê de 01 ano de idade. Ela tem Paralisia Cerebral. Ela não usa suas mãos muito bem, não consegue sentar, não engatinha, tem algumas dificuldades para comer, beber, etc.
A esperança de Clara é um Tratamento com Células Tronco. Isso pode curá-la. Ajude-nos a curar Clara!
Entenda a diferença entre o tratamento de Clara e o apresentado no Fantástico de 31/08/2008.
Por favor, clique nos links disponíveis acima, conheça o caso e ajude doando apenas R$ 1,00 e fique a vontade caso queira doar mais.O sistema de doação é seguro.
O mundo seria muito melhor se existisse mais amor e zelo com o próximo.
Obrigado!
Caminho da Graça